TUDO PELO PODER

Apesar de ser difícil sair do rótulo de galã de Hollywood, George Clooney reafirma a força de seu discurso (…)

Publicado em: 30/01/2012
Apesar de ser difícil sair do rótulo de galã de Hollywood, George Clooney reafirma a força de seu discurso político com o filme Tudo Pelo Poder (The Ides of March, EUA, 2011). Com quatro filmes na bagagem entre eles Boa Noite, Boa Sorte (2005), ele apresenta na tela o desencanto dos americanos com a política, principalmente com o Governo Obama que subiu ao poder carregando grandes esperanças.
 
 
O longa foi baseado na peça Farragut North, de Beau Willimon. Farragut North é o nome da estação de metrô que dá na região dos escritórios de advocacia e consultoria onde trabalham os lobistas mais influentes de Washington. A história se passa em Des Moines, estado de Iowa, algumas semanas antes de o partido democrata escolher seu candidato para concorrer à presidência dos Estados Unidos. A trama é centrada no idealista diretor de comunicação Stephen Myers (Ryan Gosling), em campanha para que o governador Mike Morris (George Clooney) vença as primárias. Nesses poucos dias, o idealismo de Stephen é reduzido a nada com grandes decepções profissionais e pessoais.
 
 
As interpretações são destaque no filme que conta com um excelente elenco, bem afinado e seguro, que além de Clooney e Gosling, tem também o oscarizado Philip Seymour. Gosling mostra sua presença de cena, firmando-se com uma atuação competente.  O roteiro leva a assinatura de Clooney, Grant Grant Heslov e Beau Willimon, englobando thriller com pitadas de melodrama. Tudo Pelo Poder coloca em debate os limites da moral, ética, lealdade e do jornalismo. E a história gira em torno disso, onde o discurso é reconstruído a cada nova informação. Os americanos democratas perderam a inocência.