QUEBRADEIRAS

Evaldo Mocarzel é o diretor do premiado Quebradeiras (Brasil, 2009): melhor documentário no Festival de Toulouse (França) (…)

Publicado em: 12/03/2012
Evaldo Mocarzel é o diretor do premiado Quebradeiras (Brasil, 2009): melhor documentário no Festival de Toulouse (França) e melhor direção, fotografia e som no Festival de Brasília 2009. Com cerca de uma hora e dez minutos de duração, o filme mostra as tradições seculares e a rica cultura das quebradeiras de coco de babaçu na região do Bico do Papagaio, fronteira entre os Estados do Maranhão, Tocantins e Pará. Outro destaque do filme é a trilha que engloba uma infinidade de cantos com forte influência africana e indígena, entoada por essas mulheres durante o trabalho.
 
 
Segundo o diretor, o documentário pode ser visto como uma legitimação poética do trabalho realizado pelas quebradeiras de coco de babaçu que merece ser respeitado e preservado. Querubina da Silva Neta, uma das quebradeiras que participaram do documentário afirma que se sentiu valorizada pelo filme. Ela considera a atividade extrativista como tradição, profissão e fonte de renda.
 
 
Mocarzel é um documentarista, que como jornalista, gosta de trabalhar com entrevistas, mas em Quebradeiras, preferiu deixar que as imagens falassem por si. A bela fotografia de Gustavo Hadba, com seus muitos enquadramentos estáticos e seu trabalho no uso da cor, aliada às canções são suficientes para fazer do filme uma viagem poética e musical. O diretor admite várias influências, entre elas do clássico filme de Robert J. Flaherty, Nanook do Norte (1922) e um quê da nova escola documental mineira. Evaldo Mocarzel também já foi premiado em Brasília pelos documentários: À Margem do Concreto (2005) e À Margem do Lixo (2008).